Agosto'21

Early detection of anti-drug antibodies during initiation of anti-tumour necrosis factor therapy predicts treatment discontinuation in inflammatory bowel disease

Quentin Tournier, Stephane Paul, Nicolas Williet, Anne- Emmanuelle Berger, Pauline Veyrard, Gilles Boschetti, Bertrand Le Roy, Martin Killian, Jean Marc Phelip, Bernard Flourie, Stephane Nancey, Xavier Roblin
Aliment Pharmacol Ther. 2021;53:1190–1200.



Highlights do Artigo

  • A estratégia de monitorização proativa do tratamento com fármacos anti-factor de necrose tumoral (anti-TNF), Infliximab e Adalimumab, através do doseamento sérico dos níveis do fármaco e dos anticorpos anti-TNF tem sido avaliada em vários estudos. Baixos níveis de fármaco e a presença de anticorpos anti-TNF têm sido associados à não resposta primária e à perda de resposta secundária à terapêutica anti-TNF em doentes com Doença Inflamatória Intestinal (DII). Tem sido demonstrado que a avaliação da presença de anticorpos anti-TNF através de ensaio fármaco-tolerante, em contraste com o ensaio fármaco-sensível, apresenta maior acuidade, permitindo a deteção de anticorpos mesmo na presença de níveis elevados de fármaco como acontece na fase de indução do tratamento.
  • Usando este método vários estudos demonstraram que o desenvolvimento de anticorpos anti-TNF ocorre durante a fase de indução do tratamento, destacando a importância de instituir precocemente uma estratégia de monitorização proativa do tratamento.
  • Este estudo prospetivo teve como objetivo avaliar se a deteção precoce (no final da fase de indução do tratamento com anti-TNF) de anticorpos, através de ensaio fármaco-tolerante, é preditor de falência do tratamento aos 24 meses e determinar qual o cut-off dos níveis de anticorpos anti-TNF capaz de predizer a falência.
  • Foram incluídos 54 doentes que iniciaram Adalimumab e 54 doentes que iniciaram Infliximab endovenoso. Foi realizado seguimento periódico dos doentes durante 24 meses ou menos no caso de falência primária ou perda de resposta ao tratamento ou no caso de efeitos adversos secundários à terapêutica com necessidade de descontinuação da mesma.
  • Durante o período do estudo foi realizada avaliação da atividade clínica (através do score parcial de Mayo para a colite ulcerosa e do CDAI para a Doença de Crohn), doseamento de calprotetina fecal e doseamento de níveis séricos do fármaco anti-TNF e de anticorpos anti-TNF através de ensaio fármaco-sensível. Adicionalmente foi realizado o doseamento sérico através de ensaio fármaco-tolerante no final da indução (à semana 2 no caso do tratamento com Adalimumab e à semana 2 e semana 6 no caso do tratamento com Infliximab).
  • À semana 2, utilizando ensaio fármaco-sensível, apenas 2 doentes sob Adalimumab e 2 sob Infliximab desenvolveram anticorpos. Contudo, utilizando ensaio fármaco-tolerante, 76% e 67% dos doentes apresentavam anticorpos anti-Adalimumab e anti-Infliximab, respetivamente.
  • Anticorpos anti-Adalimumab ≥ 2µg/mL-eq e anti-Infliximab ≥ 4µg/mL-eq, utilizando ensaio fármaco-tolerante, foi fator preditor de falência terapêutica aos 24 meses (sensibilidade- 79% e 62%, respetivamente; especificidade- 100%; VPP- 100%).
  • Os doentes com anticorpos positivos à semana 2 apresentaram um intervalo significativamente menor até à descontinuação do fármaco comparativamente aos doentes sem anticorpos (anticorpos anti-Adalimumab ≥ 2µg/mL-eq: 6 vs 24 meses, P<0.001 e anticorpos anti-Infliximab ≥ 4µg/mL-eq: 5,5 vs 24 meses, P<0.001).
  • Em análise multivariada, a presença de anticorpos anti-Adalimumab ≥ 2µg/mL-eq e de anticorpos anti-Infliximab ≥ 4µg/mL-eq à semana 2 foi o único fator associado à descontinuação do tratamento.



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